Mogi das Cruzes
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Suzano
Bititiba Mirim
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Suzano
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Fala presidente do Sincomerciários

Jair Mafra

ASSÉDIO MORAL NO TRABALHO

É a exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções, sendo mais comuns em relações hierárquicas autoritárias e assimétricas, em que predominam condutas negativas, relações desumanas e aéticas de longa duração, de um ou mais chefes dirigida a um ou mais subordinado(s), desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização, forçando-o a desistirem do emprego.
Caracteriza-se pela degradação deliberada das condições de trabalho em que prevalecem atitudes e condutas negativas dos chefes em relação a seus subordinados, constituindo uma experiência subjetiva que acarreta prejuízos práticos e emocionais para o trabalhador e a organização.
A vítima escolhida é isolada do grupo sem explicações, passando a ser hostilizada, ridicularizada, inferiorizada, culpabilizada e desacreditada diante dos pares.
Estes, por medo do desemprego e a vergonha de serem também humilhados associados ao estímulo constante à competitividade, rompem os laços afetivos com a vítima e, frequentemente, reproduzem e reatualizam ações e atos do agressor no ambiente de trabalho, instaurando o ‘pacto da tolerância e do silêncio’ no coletivo, enquanto a vitima vai gradativamente se desestabilizando e fragilizando, ‘perdendo’ sua autoestima.

EM RESUMO:

Um ato isolado de humilhação não e assédio moral. Este pressupõe:
Repetição sistemática.
Intencionalidade (forçar o outro a abrir mão do emprego).
Direcionalidade (uma pessoa do grupo é escolhida como bode expiatório).
Temporalidade (durante a jornada, por dias e meses).
Degradação deliberada das condições de trabalho.
Entretanto, quer seja um ato ou a repetição deste ato, devemos combater firmemente por constituir uma violência psicológica, causando danos à saúde física e mente não somente daquele que é excluído, mas de todo o coletivo que testemunha esses atos. O desabrochar do individualismo reafirma o perfil do ‘novo’ trabalhador: ‘autônomo, flexível’, capaz, competitivo, criativo, agressivo, qualificado e empregável.
Estas habilidades o qualificam para a demanda do mercado que procura a excelência e saúde perfeita. Estar ‘apto’ significa responsabilizar os trabalhadores pela formação/qualificação e culpabilizá-los pelo desemprego, aumento da pobreza urbana e miséria, desfocando a realidade e impondo aos trabalhadores um sofrimento perverso.
A humilhação repetitiva e de longa duração interfere na vida do trabalhador e trabalhadora de modo direto, comprometendo sua identidade, dignidade e relações afetivas e sociais, ocasionando graves danos à saúde física e mental*, que podem evoluir para a incapacidade laborativa, desemprego ou mesmo a morte, constituindo um risco invisível, porém concreto, nas relações e condições de trabalho.
A violência moral no trabalho constitui um fenômeno internacional segundo levantamento recente da Organização Internacional do Trabalho (OIT) com diversos países desenvolvidos. A pesquisa aponta para distúrbios da saúde mental relacionado com as condições de trabalho em países como Finlândia, Alemanha, Reino Unido, Polônia e Estados Unidos.
“As perspectivas são sombrias para as duas próximas décadas, pois segundo a OIT e Organização Mundial da Saúde, estas serão as décadas do ‘mal estar na globalização”, onde predominará depressões, angustias e outros danos psíquicos, relacionados com as novas políticas de gestão na organização de trabalho e que estão vinculadas as políticas neoliberais.

DICAS DE COMO SE COMPORTAR NO TRABALHO

Antes de qualquer coisa para ser uma pessoa bem vista em seu trabalho, é preciso que você cumpra com sua tarefa, e faça aquilo que realmente precisa fazer, ou melhor, obedecendo às ordens de seu patrão.

Você também deve ir vestido discretamente, nada escandaloso ou chamativo, deve respeitar seus companheiros de trabalho, ajudá-los se necessário, e aceitar conselhos também!

Sempre é bom lembrar que pontualidade é extremamente importante, caso contrario, além de broncas ou demissão, pode acabar prejudicando o rendimento, assim como se deixares a vida pessoal interferir na vida profissional
Jamais deve utilizar gestos obscenos no trabalho, nem como “palavrões” ou gírias.

E lembre-se que o trabalho é um local de respeito, então nada de brincadeiras na hora errada e de forma desrespeitosa, mesmo que você seja uma pessoa brincalhona, evite brincar com os companheiros em horários de concentração!

O QUE É ASSÉDIO MORAL NO TRABALHO?

Assédio moral é uma espécie de violência que consiste em uma série de situações vexatórias de perseguição por atos repetitivos, causando humilhação, constrangimento e ofendendo a dignidade de um trabalhador.
Elas visam diminuir, inferiorizar, isolar e desestabilizar mentalmente o empregado no seu próprio ambiente de trabalho, causando abalos físicos e mentais no indivíduo.
Apesar de ainda ser um tema pouco debatido nas empresas e, às vezes, até confuso para os empregados, o assédio moral é uma prática muito comum no ambiente de trabalho.

QUAIS SITUAÇÕES CARACTERIZAM ASSÉDIO MORAL?

Existem várias situações que fazem com que um empregado seja vítima desse tipo de violência. São alguns exemplos de reclamações que configuram assédio moral:

– Acusar o trabalhador de erros que não existem de fato;
– Forçar o empregado a pedir demissão;
– Impor metas abusivas ou de difícil atingimento;
– Xingamentos e agressões verbais;
– Brincadeiras ofensivas e constrangedoras;
– Humilhações públicas ou privadas;
– Ameaça de punição ou demissão;
– Causar punições injustas;
– Determinar horários e jornadas de trabalho excessivas;
– Dar instruções erradas para prejudicar;
– Não dar as instruções necessárias;
– Retirar os instrumentos de trabalho, como computador, telefone etc.;
– Atribuir apelidos vexatórios ou pejorativos.

QUAIS SÃO AS CONSEQUÊNCIAS?

Algumas situações podem causar diversos danos à saúde psicológica e física do funcionário e comprometer as suas relações afetivas e sociais.
Outras podem ser graves e desestabilizar o empregado, chegando a interferir na sua vida pessoal. A prática constante pode acarretar a incapacidade para o trabalho e, em alguns casos, até a morte.

Vamos citar alguns exemplos de problemas causados pelo assédio moral no trabalho:

– Desmotivação;
– Perda da capacidade de tomar decisões;
– Estresse e ansiedade;
– Isolamento;
– Depressão;
– Síndrome do pânico;
– Pressão alta;
– Insônia;
– Irritabilidade
– Crises de choro;
– Problemas gástricos;
– Palpitações;
– Abandono do emprego;
– Suicídio.

QUAIS SÃO AS CONSEQUÊNCIAS PARA AS EMPRESAS?

O assédio moral no trabalho pode acarretar para a empresa as seguintes consequências:

– Diminuição da sua produtividade;
– Maior rotatividade dos funcionários;
– Aumento de erros e acidentes de trabalho;
– Faltas e licenças médicas;
– Aposentadoria prematura;
– Danos para a marca;
– Prejuízos causados por indenizações de passivos trabalhistas;
– Custos decorrentes de tratamento médico e fisioterapia;
– Multas administrativas.